Pagina Inicial
Filhos da Terra
Dados da Cidade
História da Cidade
Pontos Históricos
Venha Conhecer

Piratini Cidade Histórica

Formação do Território

Formação do Território do Município: Por ordem da Rainha D. Maria I, o governo permutou com José Antônio Alves, três léguas de campo que este possuía por concessão régia nas pontas do Rio Piratini, por extensão igual na Coxilha de São Sebastião. As 3 léguas foram divididas em 48 partes iguais e em nome de I. M. Fidelíssima e por ordem do vice Rei do Brasil, concedidas em 06/07/1789, a 48 casais açorianos com a condição de aí residirem e trabalharem.
Os primeiros habitantes se estabeleceram no lugar onde está a sede do município, fundando uma capela em honra a Nossa Senhora da Conceição de Piratini, em terreno doado por Antônio José Vieira Guimarães. Por alvará de D. João, Príncipe regente, datado de 03 de Abril de 1810, foi elevado à categoria de freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Piratini, pertencente à Vila de São Pedro do Rio Grande do Sul.

Por ocasião da Revolução Farroupilha, em 08 de Outubro de 1835, os Farroupilhas ocuparam a Vila, e em 05/11/1836, a Câmara Municipal adere a Republica, sob a Presidência de Vicente Lucas de Oliveira declara-se a Província em “Estado Livre” constitucional independente, com a denominação do Estado Rio-Grandense, podendo ligar-se por laços de Federação aquelas províncias do Brasil, que adotassem o mesmo sistema de governo e quisessem se federar a este Estado. Em 06/11/1836, organizou-se o primeiro Governo da Republica, tendo escolhido para Presidente Bento Gonçalves da Silva, que estando recolhido às prisões da Regência foi substituído interinamente por José Gomes de Vasconcelos Jardim. Em 10/11/1836, Piratini é escolhida 1ª Capital Farroupilha.

Elevada a categoria de Cidade em 06/03/1837, com a denominação de “Mui Leal e Patriótica”. Piratini usou destas prerrogativas até 01/03/1845, data em que, por ato do governo imperial voltou à categoria de Vila, tendo somente em 02/03/1938, por Decreto Federal, retornado a categoria de Cidade.

Piratini na Revolução Farroupilha

Em 20/09/1835, iniciou no Rio Grande do Sul, uma das mais importantes e longas batalhas que o Brasil conheceu: A Revolução Farroupilha que durou de 1835 a 1845. Os Gaúchos se revoltaram contra o Governo Imperial devido as Perseguições e a falta de liberdade. A Revolução começou em 20/09/1835, quando os revolucionários tomaram Porto Alegre. Após vários combates os Farroupilhas ocuparam algumas cidades da zona sul do Rio Grande. Vitoriosos os Revolucionários Proclamaram a Republica Rio Grandense. Em 11/09/1836, por Antônio de Souza Neto. Obs. Piratini foi escolhida para Capital dessa Republica e Bento Gonçalves da Silva Chefe da Revolução foi escolhido o primeiro presidente.

Anita Garibaldi (1821-1849)

Heroína brasileira, nasceu em Morrinhos, SC, então município de Laguna, em 30 de agosto de 1821, filha de Bento Ribeiro de Silva e Maria Antônia de Jesus Antunes. Faleceu na Itália no dia 4 de agosto de 1849. Embora os pais de Anita fossem pobres, deram-lhe excelente educação. Casou-se em Laguna no ano de 1835 com Manuel Duarte de Aguiar. Quando surgiu a Revolução Farroupilha, deixou o seu marido e ligou-se a Giuseppe Garibaldi que a unira ao movimento. Deu o seu primeiro tiro de canhão, na Batalha de Laguna. Devido a oposição dos pais, Garibaldi raptou-a, indo regularizar o casamento em 26 de março de 1842, no Uruguai. Tornou-se uma companheira destemida do esposo, participando em seus combates, lutou pela unificação e libertação de Itália. Mais tarde viu-se sitiada pelas forças legalistas, conseguindo fugir. Nasceu o seu primeiro filho no dia 16 de setembro de 1840. Em 1847 Anita seguiu para a Itália levando seus três filhos. Reuniu-se a Garibaldi pouco depois em Nice. Tomou parte dos combates de Roma; os amotinadores foram obrigados a se retirarem em barcos de pesca, os quais a maior parte caiu em poder dos Austríacos. Porém o que conduzia o casal encalhou numa praia. Anita e Giuseppe com alguns companheiros abrigaram-se numa propriedade rural nas proximidades de Ravena. Anita teve o seu estado sensivelmente agravado pela febre tifóide, durante os combates em Roma, vindo a falecer antes de completar trinta anos de idade. Em sua memória ergueram vários monumentos no Brasil e na Itália. Seu nome de solteira: Ana Maria de Jesus Ribeiro.

General Antonio de Souza Netto (1803-1866)

O General Netto prestou assinalados serviços à Integridade e a Soberania do Brasil nas guerras da Cisplatina 1825-28, contra Aguirre 1864 e da Tríplice Aliança contra o Paraguai, de 1865-66. Na Guerra do Paraguai, no comando de uma Brigada de Cavalaria Ligeira de Voluntários, fazendo a vanguarda do Exército Brasileiro, ao comando de Osório, de Uruguaiana até Tuiuti. Foi dos primeiros, junto com o General Osório a pisar no solo adversário, em Passo do Rosário, em 16 de abril de 1866. Em 24 de maio de 1866, por ocasião da batalha de Tuiuti, a maior batalha campal da América do Sul, desempenhou com seus cavalarianos montando cavalos amilhados, importante função tática em Potrero Pires, de grande significação para aquela vitória de nossas armas ao conter uma tentativa de envolvimento de nosso Exército. Na Revolução Farroupilha, foi a segunda figura militar, depois de seu grande amigo, o general Bento Gonçalves. Iniciando a Revolução em 1835 como capitão da Guarda Nacional ascendeu, por seu valor e liderança, ao posto de general da República pela qual lutou como ninguém e sem descanso, do primeiro ao último dia, ou até a Paz de Ponche Verde que referendou, após o que foi residir no Uruguai, por ser o Império incompatível com o seu ideal. Foi o maior cavaleiro e tornou-se o maior líder de combate da Cavalaria da República Rio Grandense. Comandou a Brigada Liberal integrada por filhos dos atuais municípios de Piratini, Canguçu, Pedro Osório, Pinheiro Machado e Bagé, até o Pirai, no combate de Seival, de 10 de setembro de 1836, o maior feito das armas dos republicanos, que criou condições para ele proclamar a República Rio- Grandense, em 11 de setembro de 1836. Em Seival recebeu o reforço do Corpo de Lanceiros Negros recém criado. Seival foi um fato auspicioso que reacendeu a chama da esperança, num período extremamente adverso à Revolução Farroupilha, assinalado por derrotas frustrantes e a prisão de Bento Gonçalves, na ilha de Fanfa, em 4 de outubro de 1836, por Bento Manuel Ribeiro. Netto desempenhou por largo tempo, até a fuga de Bento Gonçalves da Bahia, as funções de Comandante- em- Chefe do Exército interino . E , com retorno de Bento, à liderança da Revolução as funções de Chefe do Estado- Maior do Exército da República Rio- Grandense.

Coronel Bento Gonçalves da Silva (1788-1849)

Guerreiro durante a maior parte de sua vida, Bento Gonçalves da Silva morreu na cama.
Maçom e defensor de idéias liberais, pelas quais lutou durante os quase dez anos da Revolução Farroupilha, viu, ao final de seu esforço, a vitória do poder central. Presidente da uma república, viveu a maior parte de sua vida em um Império. Bento Gonçalves da Silva nasceu em Triunfo, em 1788, filho de alferes. Cedo, porém, saiu de sua terra. Em 1812 foi para Serro Largo, na Banda Oriental (Uruguai), onde se estabeleceu com uma casa de negócios. Dois anos depois estava casado, com Caetana Joana Francisca Garcia. Algumas versões afirmam que, em 1811, antes de se fixar na Banda Oriental, participou do exército pacificador de D. Diego de Souza, que atuou naquela região. Essa informação, entretanto, é discutida. Mas, se não foi em 1811, em 1818 com certeza começou a sua atuação militar, quando participou da campanha do Uruguai (que culminaria com a anexação formal daquele país ao Brasil, em 1821, como Província Cisplatina). Aos poucos, devido à sua habilidade militar, ascendeu de posto, chegando a coronel em 1828, quando foi nomeado comandante do Quarto Regimento de Cavalaria de 1a. linha, estabelecido em Jaguarão. Passou a exercer também os postos de comandante da fronteira e da Guarda Nacional naquela região. Provavelmente já era maçom nessa época, pois consta que organizou várias lojas maçônicas em cidades da fronteira. É certo, contudo, que sua influência política já era grande, pois o posto de comandante da Guarda Nacional era um cargo eminentemente político. Em 1832 Bento foi indicado para um dos postos de maior influência que havia na província, o de comandante da Guarda Nacional do Rio Grande do Sul. Isto lhe dava uma posição estratégica, que soube utilizar quando da Revolução Farroupilha: sob seu comando estavam todos os corpos da Guarda Nacional, força especial que havia sido criada em 1832 e cujo oficialato era sempre composto por membros das elites de cada região. Esse cargo de confiança, entretanto, não impediu que Bento continuasse dando apoio aos seus amigos uruguaios. Foi por isto que, em 1833, foi denunciado como desobediente e protetor do caudilho uruguaio Lavalleja, pelo mesmo homem que o havia indicado para o posto de comandante da Guarda Nacional, o marechal Sebastião Barreto Pereira Pinto, comandante de Armas da Província. Chamado ao Rio de Janeiro para se explicar, Bento saiu vitorioso do episódio: não voltou para a província como comandante de fronteira, mas conseguiu do regente padre Feijó - que também defendia idéias liberais - a nomeação do novo presidente da Província, Antonio Rodrigues Fernandes Braga, o mesmo homem que iria derrubar, em 1835, quando deu início à Revolução. De volta ao Rio Grande, continuou a defender suas idéias liberais, à medida que se afastava de Braga, denunciado pelos farrapos como prepotente e arbitrário. Eleito para a primeira Assembléia Legislativa da província, que se instalou em abril de 1835, foi apontado, logo na fala de abertura, como um dos deputados que planejava um golpe separatista, que pretendia desligar o Rio Grande do Brasil. A partir desse momento, a situação política na província se deteriorou. As acusações mútuas entre liberais e conservadores eram feitas pelos jornais, as sessões da Assembléia eram tumultuadas. Enquanto isto, Bento Gonçalves articulava o golpe que teve lugar no dia 19 de setembro. No dia 21, Bento Gonçalves entrou em Porto Alegre. Permaneceu na cidade por pouco tempo, deixando-a para comandar as tropas revolucionárias em operação na província. Exerceu esse comando até dois de outubro de 1836, quando foi preso no combate da ilha do Fanfa (em Triunfo), junto com outros líderes farrapos. Foi então enviado para a prisão de Santa Cruz e mais tarde para a fortaleza de Lage, no Rio de Janeiro, onde chegou a tentar uma fuga, da qual desistiu porque seu companheiro de cela, o também farrapo Pedro Boticário, era muito gordo, e não conseguiu passar pela janela. Transferiram-no então para o forte do Mar, em Salvador. Mesmo preso, sua influência no movimento farroupilha continuou, pois foi eleito presidente da República Rio-Grandense em 6 de novembro de 1836. Mas, além do apoio farroupilha, Bento contava com o da Maçonaria, de que fazia parte. Essa organização iria lhe facilitar a fuga da prisão, em setembro de 1837. Fingindo que ia tomar um banho de mar, Bento começou a nadar em frente ao forte até que, aproveitando um descuido de seus guardas, fugiu - a nado - em direção a um barco que estava à sua espera. Em novembro ele regressou ao Rio Grande, tendo chegado a Piratini, a então capital farroupilha, em dezembro, quando tomou posse do cargo para o qual havia sido eleito. Imediatamente, passou a presidência ao seu vice, José Mariano de Mattos, para poder comandar o exército farroupilha. A partir de então, sua vida seriam os combates e campanhas, embora se mantivesse como presidente. Em 1843, entretanto, resolveu renunciar ao cargo, desgostoso com as divergências que começavam a surgir entre os farrapos. Passou a presidência a José Gomes de Vasconcelos Jardim, e o comando do exército a David Canabarro, assumindo apenas um comando de tropas. As divisões entre os revolucionários terminaram por resultar em um desagradável episódio. Informado que Onofre Pires, um outro líder farrapo, fazia-lhe acusações, dizendo inclusive que era ladrão, Bento o desafiou para um duelo, no início de 1844. Onofre Pires foi ferido, e morreu dias depois devido a uma gangrena. Embora tenha iniciado as negociações de paz com Caxias, em agosto de 1844, Bento não iria concluí-las. O clima de divisão entre os farrapos continuava, e ele foi afastado das negociações pelo grupo que se lhe opunha. Desligou-se, então, definitivamente da vida pública. Passou os dois anos seguintes em sua estância, no Cristal e, já doente, foi em 1847 para a casa de José Gomes de Vasconcelos Jardim, onde morreu, de pleurisia, em julho daquele ano.

Marechal Bento Manoel Ribeiro (1783-1855)

Uma das figuras mais polêmicas da Revolução Farroupilha, Bento Manoel Ribeiro, poderia ser considerado o protótipo do vira-casaca. Começou ao lado da Revolução, passou a apoiar o Império, voltou para a Revolução e terminou defendendo o Império e ajudando Caxias a acabar com a guerra. No entanto, não obstante as falhas de caráter que os adversários (sempre temporários, pois nunca se sabia seu movimento seguinte) pudessem lhe apontar, um mérito seu sempre foi reconhecido por todos: era um ótimo combatente. Nascido em Sorocaba (São Paulo) em 1783, Bento Manoel veio para o Rio Grande com cinco anos. No final do século XVIII alistou-se como soldado no regimento de milícias de Rio Pardo, e em 1823 chegou a coronel. Como recompensa de seus feitos, recebeu grandes extensões de terra na região de Alegrete. Quando começou a Revolução, tomou parte ativa na derrubada do governo da província, em setembro de 1835. Mas, em dezembro desse mesmo ano, aderiu à causa legalista, quando seu primo Araújo Ribeiro foi indicado para presidente da província pelo governo central. Tornou-se então o primeiro herói legalista, ao vencer a batalha de Fanfa e prender Bento Gonçalves e outros líderes farrapos em outubro de 1836. Em 1837, depois que seu primo foi exonerado pela segunda vez da presidência da província, voltou a ser farrapo. E, entre outras façanhas, chegou a prender, próximo de Caçapva, o novo presidente da província, Antero José Ferreira de Brito, que mais tarde foi trocado pelo coronel farrapo Sarmento Mena. Também derrotou os legalistas em Rio Pardo, dando condições para que os farrapos voltassem a sitiar Porto Alegre. Depois de dois anos, Bento Manoel pediu demissão de seu posto, segundo alguns seduzido pelo governo imperial, que lhe propôs conservar as terras que havia adquirido dos legalistas desde que se mantivesse neutro. E assim permaneceu até 1842, quando, a convite do Barão de Caxias, voltou a lutar nas tropas imperiais, ajudando a pôr fim à Revolução.

General David Martins Canabarro (1796-1867)

Nasceu em 22 de agosto de 1796, em Pinheiros, próximo a Taquari, povoação que se originara, durante a guerra 1764-76, de uma povoação sob proteção do Forte do Tebiquari levantado então e destinado a barrar, naquele ponto, a direção estratégica Rio-Pardo, Taquari, Porto Alegre. Descendia de imigrantes açorianos da ilha Terceira. Prestou assinalados serviços militares, de soldado de Milícias a brigadeiro do Exército Imperial, a Integridade e a Soberania de Portugal e depois do Brasil, no Sul, nas guerras de 1811-12, pacificadora da Banda Oriental; de 1816 e 1821, contra Artigas; guerra Cisplatina 1825-28; guerra contra Oribe e Rosas 1851-52; guerra contra Aguirre 1864 e no início da guerra do Paraguai 1865-67, contra a invasão paraguaia do Rio Grande do Sul e, na mobilização do 3º Corpo de Exército pelo General Osório. Na República Rio-Grandense, a qual aderiu depois de proclamada, ascendeu por seus méritos e valor militar notável, de tenente coronel comandante de brigada, ao posto de general da República e Comandante-em-Chefe de seu Exército na fase final, até a pacificação em D. Pedrito atual , em 1º de março de 1845.

Giuseppe Garibaldi (1807-1882)

Político e militar revolucionário italiano nascido em Nice(4/7/1807), na época pertencente à Itália, em uma família de pescadores. Começa trabalhando como marinheiro e, entre 1833 e 1834, serve na Marinha do rei do Piemonte. Ali, sofre influências de Giuseppe Mazzini, líder do Risorgimento, movimento nacionalista de unificação da Itália, na época dividida em vários Estados absolutistas. Em 1834 lidera uma conspiração em Gênova, com o apoio de Mazzini. Derrotado, é obrigado a exilar-se em Marselha (1834), de lá partiu para o Rio de Janeiro, chegando (1835) e, em 1836, para o Rio Grande do Sul, onde luta ao lado dos farroupilhas na Revolta dos Farrapos e se torna mestre em guerrilha. Três anos depois, vai para Santa Catarina auxiliar os farroupilhas a conquistar Laguna. Lá conhece Ana Maria Ribeiro da Silva, conhecida como Anita Garibaldi, que deixa o marido para segui-lo.Anita destacou-se por sua bravura participando ao lado dele das campanhas no Brasil, no Uruguai e na Europa. Dirigiu as defesas de Montevidéu (1841) contra as incursões de Oribe, ex-presidente da República, então a serviço de Rosas, o ditador da Argentina. Voltou à Itália (1847) e integrou-se às tropas do papa e do rei Carlos Alberto. Regressou à Itália (1848) para lutar pela independência de seu país contra os austríacos. Derrotado, perseguido e preso, perdeu também a companheira Anita (1849), morta em batalha. Refugiou-se por cinco anos nos Estados Unidos e depois no Peru, até voltar à Europa (1854). Numa nova guerra contra a Áustria (1859), assumiu o posto de major-general e dirigiu a campanha que terminou com a anexação da Lombardia pelo Piemonte. Comandou célebres camisas vermelhas (1860-1861) que utilizando táticas de guerrilha aprendidas na América do Sul, conquistou a Sicília e depois o reino de Nápoles, até então sob o domínio dos Bourbons. Conquistou ainda a Umbria e Marcas e no reino sulista das Duas Sicílias, porém renunciou aos territórios conquistados, cedendo-os ao rei de Piemonte, Vítor Emanuel II. Liderou uma nova expedição contra as forças austríacas (1862) e depois dirigiu suas tropas contra os Estados Pontifícios, convencido de que Roma deveria ser a capital do recém-criado estado italiano. Na batalha de Aspromonte foi ferido e aprisionado, mas logo libertado. Participou depois da expedição para a anexação de Veneza. Em sua última campanha, lutou ao lado dos franceses (1870-1871), na guerra franco-prussiana. Participou da batalha de Nuits-Saint-Georges e da libertação de Dijon. Por seus méritos militares foi eleito membro da Assembléia Nacional da França em Bordéus, mas voltou para a Itália elegeu-se deputado no Parlamento italiano em 1874 e recebe uma pensão vitalícia pelos serviços prestados à nação. Morre em Capri em 2 de junho de 1882.

Capa da primeira edição do jornal O Povo

Jornal o povo

Em 1838, por iniciativa de Domingos José de Almeida e Luiz Rosseti, é criado o órgão oficial da republica, o jornal “O Povo”, sendo a tipografia e redação instalada na mesma casa onde residia Rosseti com Jose Garibaldi, o Herói dos dois mundos.

O primeiro número de O Povo foi publicado a 01/09/1838 e custava 80 réis a folha de avulsa e 4000 réis a assinatura por semestre. Era publicado ás quartas feiras e sábados. O último número editado em Piratini foi 045. Em 02/02/1839, quando foi transferido para Caçapava.

Piratini no movimento revolucionário de 35

Em artigo de Zambeccari em CIDADÃO, patenteia-se claramente, Representava Piratini, no movimento revolucionário de 35 e a republica que originou, tratava-se de uma categoria em que o autor busca enquadrar diversas fases, as vicissitudes do mundo e o feliz desfecho a que se encaminhavam as coisas. Depois de mencionar o sacrifício que faria a ambição para impor-se dominadora no Rio Grande, e as monstruosidade efetuadas na Bahia, diz ele:

SE RASGOU O NEGRO LENÇO DE NUVENS QUE ENVOLVIA A VASTIDÃO DOS CÉUS, E DO LADO DO SUL BRILHOU UMA ESTRELA ONDE SE LIA: AMOR,FRATERNIDADE,HUMILDADE,HUMANIDADE:PIRATINI.

Há 15 de novembro de 1889, Deodoro da Fonseca derruba o governo imperial, proclamando a Republica no Brasil, e Piratini, fiel aos seus ideais republicanos, a 18 do mesmo mês, por sua Câmara Municipal, adere ao novo regime.

Revolução de 1923

Piratini participou da Revolução de 1923, tendo a 24 de abril desse ano, a vila sendo ocupada pelas forças comandadas pelo General rebelde Jose Antonio Neto, (Zéca Neto). Em quatro de maio no 2º subdistrito, Serra das Asperezas, travou-se um combate entre um contingente das forças rebeldes sob o comando do capitão João Fabres, e as forças do tenente coronel Juvêncio Maximiliano Lemos. Em 17/09/1932, o 4º subdistrito é palco de mais um movimento revolucionário sendo invadido pelas forças comandadas pelos senhores Borges de Medeiros e Batista Luzardo, culminando a 20 com o combate da Estância da Olaria, em que foram batidas pelas forças legais, ao comando do coronel Adel Bento Pereira.

Vultos importantes na história do Município

Na historia do passado, muitas pessoas se destacam: Capitão Antonio José de Oliveira Nico, Manoel Lucas de Oliveira, Bernardo Pires, Manoel José Gomes de Freitas, Padre Reinaldo Wist.
Seus nomes ficaram gravados na memória de todos, pelo muito que trabalhavam por nossa localidade.

Datas Importantes

1789-06-07- Instala-se um núcleo de família portuguesas no lugar onde hoje e a sede de município de Piratini.
1810- por alvará de 03-04, foi elevada a freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Piratini. Neste mesmo ano chega em Piratini o 1ºvigário: Joaquim José Pinto Moreira, em 17-04.
1811- a 1814 – construção de templo por José Mariano de Matos Guimarães.
1820- criação de uma aula publica para meninos, em 14-01.
1823- retorna ao Rio de Janeiro o vigário de Paróquia, deixando-a sem terminar.
1832-09-08, foi estabelecido o correio entre Piratini e São Francisco de Paula. (Pelotas)
1832-07-07, instala-se com grande festa a vila e cria-se a Câmara e Piratini.
1836- em 06-11, o governo Republicano instala-se em Piratini.
1837-06-03, por ato do governo foi elevada a categoria de Cidade.
1845- Por ato do governo Imperial foi baixada a categoria de vila.
1891- instalado o 1º Conselho Municipal, em 15-10.
1916- Inauguração de uma placa no prédio onde funcionou o Governo Provisório da República Farroupilha, em Homenagem aos Heróis de 1835.
1921-Incêndio da Igreja em 08-11.
1926- inauguração das instalações elétricas na rede.
1935- Comemora Piratini o Primeiro centenário da Revolução Farroupilha, Inaugura-se um busto de Bento Gonçalves da Silva no Interior da Prefeitura Municipal; um obelisco na Praça da Republica, em homenagem aos heróis de 35 e, uma ponte metálica sobre o rio o Piratini, no local denominado Passo do Costa.
1937- inauguração de uma ponte de pedra de cantaria sobre um afluente do rio Piratini, lugar denominado Passo da Vila.
1938- elevação à categoria de cidade.
1952- Restaurado pelo governo de estado, o palacete onde funcionou o Ministério da guerra do Governo Farroupilha em 1835.
1952-08-12, o reverendo Padre Zigomar Garcia reza a sua primeira missa. Foi o 1º filho de Piratini, ordenado sacerdote da Igreja Católica.
1953-11-02, Criado o Museu Histórico de Piratini.
1953- Criada a escola normal Ponche Verde.

Governo do Município

Piratini é governado por um prefeito eleito pelo povo, que forma o poder executivo, pois executa as leis. O prefeito além de seus auxiliares diretos é auxiliado pela câmara municipal formada por 11 vereadores, que formam o poder legislativo e que elaboram as leis municipais.

Piratini teve os seguintes governos:

Após a pacificação foi organizada a administração municipal dentro da nova ordem vigente, tendo sido reempossado a câmara e os demais membros eleitos em 1832. Piratini teve 14 câmaras até o advento da republica do Brasil, os seguintes presidentes que administraram o município foram:

1832-Vicente Lucas de Oliveira
1836-Vicente Lucas de Oliveira
1840-Serafim José da Oliveira
1845-Manoel Gomes Guimarães
1848-Manoel José Gomes de Freitas
1852-Manoel Gomes de Freitas
1856-Ignácio Pereira da Silva Batalha
1860-Antonio José dos Reis
1864-Antonio José dos Reis
1868-Silvestre José da Silva
1872-Antonio Manoel dos Passos
1876-José Antonio da Costa Filho
1880-Manoel Rodrigues Barbosa Filho
1884-José Bernardo Gomes de Freitas

Em 15-11-1889 é proclamada a República de Piratini, fiel aos seus ideais republicanos, a 18 do mesmo mês através de sua Câmara Municipal adere ao novo regime. Em1891 é instalado o 1 Conselho Municipal e em 1892 é eleito o Primeiro Intendente Municipal.

Piratini teve 9 intendentes:

JOSÉ PEDROSO D’OLIVEIRA,
ANTONIO GARCIA DE VASCONCELOS,
GERVÁCIO ALVES PEREIRA,
DÉCIO CIPRIANO DE ÁVILA,
ÈRICO RIBEIRO DA LUZ,
ANTERO PEDROSO DE OLIVEIRA,
LUIS CATÃO DOS SANTOS SILVA,
PAULO D’AVILA PINHEIRO,
EMANOEL RIBEIRO PONTES FILHO.

CELINA FEIRA DE SOUZA assumiu o mandato de vereadora em 05-12-1947, tendo como presidente da câmara de vereadores o Sr.Miguel Gomes de Freitas. Cumpriu seu mandato até 31-12-1951. Fez parte da comissão de parecer que criou o cargo de Secretario Privativo da Câmara. Celina fazia parte da bancada do PSD, sendo a única vereadora mulher a fazer parte do legislativo municipal, tendo apresentado varias proposições solicitando reparos em estradas do município. Até a presente data nenhuma outra mulher se elegeu vereadora em Piratini.

Prefeitos de 1930 até a data e hoje

Nicanor Rodrigues Barbosa – primeiro prefeito municipal assumiu em 06-02-1930 até 06-02-1932, quando se licenciou do cargo.
Egydio da costa rosa – assumiu como substituto de Nicanor Rodrigues Barbosa, renunciando em 1934.
Cap. Edmundo Ossuoski – nomeado pelo interventor estadual, governou até 1936.
Dr. Luis de Oliveira Lessa.
José Maria da Silveira.
Dr. Dilon Gomes
Dr. Décio Alberto D’ Ávila
Dr. José Maria da Silveira
Humberto Machado da Silveira
Dr. Nadir Fiorame Barbosa
Ruther Pereira Alves
Alfredo Freitas da Cruz
Dr. Décio Alberto D’ Ávila
Nelson Piratinino Pedroso
Dorvalino Lessa
Enio Viana Silveira
Dorvalino Lessa
Dr. Alaor Tarouco
Paulo de Jesus Goulart Borges
Carlos de Souza Carvalho
Paulo de Jesus Goulart Borges
Dr. Luis Antonio da Cunha Farias
Paulo de Jesus Goulart Borges

Estando governando o município até a presente data Dr. Francisco de Assis Luçardo.

Pagina Inicial
Filhos da Terra
Dados da Cidade
História da Cidade
Pontos Históricos
Venha Conhecer